sábado, 4 de julho de 2009

Melancólica Ilusão


Madrugada fria, escura
No céu nuvens baixas ou neblina
Perdido ao doce sabor dos ventos
E do breu como de costume

Caminhava já compulsivamente
Com pressa de chegar em casa e aquecer-me ao fogo da lareira
Que em momento como este
Era substituído por goles de rum de meu garrafeado prata

Foi por detrás de uma pilastra que vi sua silhueta
A luz do luar refletia suas curvas e seu corpo alvo
Teus belos e negros cabelos bailavam na brisa
E teu jeito gracioso fez me criar esperanças

O frio passara como que subitamente
As roseiras todas perseguiam sua beleza
Fui em sua direção, mas é como se estivesse afastando
Corri e corri pelo labirinto de trepadeiras que formara até ti
Mas não conseguia alcançar-te

Gárgulas apareciam e desapareciam de construções sombrias
O chão e o labirinto pareciam correr também porém contra mim
Não pude ver teu semblante, apenas sentia que meu coração a ti [
já pertencia
Meu anjo, eu te queria

Todavia quando por um descuido me pego preso a ilusões e [levanto-me de meu sonho
Quando dei por conta estava la você a poucos metros à minha [frente
Caminhei com passos cautelosos até ti, olhei-te nos olhos, mas [havia me enganado
Não passava de uma estatua de expressão petrificada e olhos que
[emergiam sangue de dor por falta de sua alma.

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