quinta-feira, 2 de julho de 2009

Flores de um sepulcro



O castelo ja era sombrio e gelado, as trevas tomavam conta de toda sua construção, aquele vento frio, de almas, que soprava folhas dava um aspecto de abandono e o tempo nublado como o semblante de uma jovem noviça, chorava, lagrimas de solidão.

No meio do jardim externo do castelo, havia um mausoléu; abandonado há anos, com toda sua estrutura feita e esculpida em mármore branco ja gasto pela ação do tempo, o amarelado intenso tomava conta de seu exterior pela ação erosiva da água e raizes de plantas trepadeiras escalavam-o. Dentro, tocos de velas queimadas e parafina derretida era o que se encontrava no canto das paredes, velha iluminação de época; o caixão ou sarcófago ficava exposto bem no centro, feito de marmore tambem, com o retrato de uma mulher e flores secas em sua superficie; quando bate o vento de almas e entra alguém.

Arthur Westwinder, ex-residente do castelo havia chego.

Seu semblante pálido como cera de vela, seus olhos e seus cabelos negros como a noite e seus lábios puros e doces como o mel das abelhas, voltaram-se para o sarcófago e admiravam o retrato daquela bela jovem e suas flores secas. Seus longos e finos dedos pegaram o retrato de Tereza Soberman, mulher bonita da época, com longos cabelos negros, seus olhos verdes como algas marinha, seus lábios de cereja e sua pele fina e macia como seda, e ele espantado e estático começa a admirá-la ao mesmo tempo que lágrimas de sangue correm por seus olhos.

Ele sem se notar, quando retirou o retrato da bela moça de cima do caixão, reparou que havia talhado no mármore um nome acompanhado de uma data, após ler, deixou cair de suas mãos o retrato e foi embora revoltado ao mesmo tempo que um grito soou. No caixão havia escrito Arthur Westwinder, nascido em 27/01/1830 e falecido em 03/10/1852.

Ele morrera jovem ainda, era tuberculoso, e o retrato que segurava era o de sua amada, que havia perdido na juventude, devido a sua doença.

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