segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Sonho Persistente

Hoje,
deitado na sombra de uma arvore
reflito sobre a vida;
penso em todos os momentos que tive junto de meus amigos
alguns momentos inesqueciveis,
outros meio tristes,
poucos foram os quais não quero recordar
e sobre tudo isso vejo o que sou e tenho sido
mas futuramente olharei para o passado
e ficarei com saudades,
saudades do abraço de um amigo/a
saudades dos conselhos de uma pessoa importante
saudades dos sorrisos ternos que me cercavam
saudades de algumas loucuras que sempre cometemos
saudades de um vivaz olhar carinhoso
saudades dos labios doces e macios de alguem...
não sei porque mas parece que tudo vai acabar
já não consigo mais sentir
minha alma esta congelando
estou caminhando sem destino
tudo esta perdendo a alegria
ficando tão escuro
nada é mais como antes
minhas mãos ja não podem mais te ter
meu coração ja bate com dificuldade por sua falta
minha respiração esta se tranquilizando
o ar ja se torna escasso
agora vejo uma luz branca
me persuadindo a segui-la
derrepente tenho asas e voo para longe da escuridão
voo livre como um passaro
leve como uma nuvem
todo o sentimento que tenho comigo
é amor e ternura
sera que morri?
sera que todas as recordaçoes que levava comigo desapareceram?
vejo que não, pois lagrimas me brotam dos olhos
ainda sinto as mesmas saudades
e penso, saudades são
sentir vontade de voltar ao passado que ja se fora,
amar alguem que hoje em dia ja nao se faz mais presente,
ter necessidade de sentir mais uma vez emoçoes perdidas...
e ainda voando encontro uma garotinha chorando
ajoelhada em uma nuvem
seus longos cabelos cobriam-lhe o rosto
me ajoelhei ao lado dela para conforta-la
coloquei meu braço em torno de si
e pus-me a consola-la com ternura
persuadi-la a parar de chorar e mostrar-lhe que a vida é bela
ela calou-se
olhou-me nos olhos
beijou-me com suavidade
e cravou-me um punhal no peito
tudo voltara a gelar
senti vertigem
minhas asas ja não respondiam mais
e cai,
tudo que ja tinha vivido passava agora em flashs
o fim era próximo
choquei-me violentamente contra o chão
despedacei-me como se estivesse sido multilado
e minhas partes sido jogadas ao longe
fechei os olhos,
e quando os abri estava em minha cama
suando frio pelo susto
pensei: tudo não passara de um sonho
mas em meu peito ainda estava a cicatriz do punhal

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